Dor
Tratamento da Dor Crônica: Opções Minimamente Invasivas
Bloqueios, radiofrequência e infiltrações guiados por imagem oferecem alívio duradouro sem cirurgia.
A dor crônica como doença
A dor crônica não é apenas um sintoma — ela é uma doença em si, capaz de alterar a qualidade de vida, o sono e o humor. Quando persiste por mais de três meses, exige abordagem específica, multidisciplinar e, muitas vezes, intervencionista.
O tratamento intervencionista da dor atua diretamente na origem do sinal doloroso, sem recorrer à cirurgia aberta.
Bloqueios e infiltrações
Os bloqueios consistem na aplicação precisa de anestésico e anti-inflamatório em estruturas-alvo — articulações facetárias, espaço epidural, forames ou nervos periféricos. Guiados por fluoroscopia ou ultrassom, têm papel diagnóstico e terapêutico.
Esse recurso é especialmente útil em dores facetárias, radiculopatias e síndromes dolorosas refratárias ao tratamento medicamentoso.
Radiofrequência
A radiofrequência aplica calor controlado nas ramificações nervosas responsáveis pela dor, interrompendo a transmissão do sinal por meses a anos. É um procedimento ambulatorial, indicado principalmente na dor facetária crônica.
A recuperação é rápida e o paciente retorna às atividades em 24 a 48 horas.
Abordagem individualizada
Não existe tratamento único para a dor crônica. A escolha depende da causa, da localização e do perfil do paciente, sempre integrando medicação, fisioterapia, exercícios e, quando indicado, procedimentos intervencionistas.
O objetivo é devolver função e qualidade de vida com o menor número de intervenções possível.

